Vila Madalena

Vila Madalena

São ruas, são praças, são vozes, canteiros abertos, sorrisos, acenos, pessoas que passam em dias pensantes de sol, em noites cintilantes de chuva, em meio aos bares, aos lares, aos passeios… Vila Madalena é pura alegria e sinfonia na vida dos velhos amigos, dos tios, dos meninos, das meninas, contando suas histórias em tempo de luz e saudade, carregando seus pensamentos em tantos ladrilhos, em muitos solares. Em jardins de jasmins e maravilhas, em creches…

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Os Três Reis Magos

Os Três Reis Magos

Não eram magos de magia, Magos, sim, de astronomia, Não eram videntes, mas inteligentes. Sabiam filosofia, matemática E outras ciências exatas. Calculavam distâncias e curvas do tempo Até que chegasse a uma evidência. Estudaram as profecias E foram levados pela estrela Que apontou o caminho até a estrebaria. Levaram incenso, ouro e mirra, Os elementos mais excelentes e de providência. Ao Rei dos reis entregaram E prostrados O adoraram Conhecedores que eram das sagradas letras….

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Rua de papelão

Rua de papelão

Queria achar uma doce rua de papelão e guardar com os brinquedos que coleciono no porão. Seria cheia de luzinhas bem divertidas, com pequenas casinhas, postes em forma de pirulito, areia de algodão-doce. Crianças de açúcar cristal e mascavo, pontes de bolacha maisena, carrinhos de chocolate. Na entrada da rua, uma guirlanda de goma, ataviada com merenguinhos. O lago construído de minúsculas carolinas, por onde navegariam barquinhos de chantily. Nuvens compostas de marshmallow, um sol…

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Construindo imagens

Construindo imagens

Das ruas guardei corações, Nos becos conheci decisões, Da chuva levei lembranças, Na tarde carreguei saudade. O céu planejou suas nuvens Em tamanha beleza, Em milhares de risos, Em pedaços de cristais. E no arco-íris desenhei solfejos, Que desciam nas escalas de sol. E no chão da rua finquei Estacas para sustentarem os lírios. Depois, as lembranças chegaram aos corações Quando a saudade se apressou nas decisões. Autora: Marcela de Baumont Ficha técnica de Marcela…

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Litoral

Litoral

Na areia uma concha repousa – Veio com as ondas agitadas Que percorreram o vasto oceano. O silêncio principia sua jornada, Quebrado apenas pelo som do mar – Um denso mar que se alarga de costa a costa. O vento geme suas palavras – O murmúrio de muitas palmeiras estende-se Pela faixa litorânea como uma orquestra. Autora: Marcela de Baumont Ficha técnica de Marcela de Baumont: Formada em 1976, pela UFRGS, na Faculdade de Comunicação…

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Lágrimas ao entardecer

Lágrimas ao entardecer

A parede ouve meu eco na rouquidão da tristeza. Pálpebras se cerram, de assalto as lágrimas descem… O gotejar dos pensamentos invade a lucidez das ideias. Vagam pequenos lampejos entre o despencar do dia. Sombras magníficas de montanhas abraçam a tarde… O passaredo se achega aos ninhos. Então meus olhos se secam e, sem perceber, me vejo admirada com o entardecer. Autora: Marcela de Baumont Ficha técnica de Marcela de Baumont: Formada em 1976, pela…

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Tributo

Tributo

Não quero o pesadelo de uma despedida Quando o mundo inteiro assiste inativo A mais um fim sem recordações ou acenos. Não quero a agonia de um disfarce Entre os prantos perdidos de tanta tristeza Na face das mães que perdem seus filhos nos braços. Não desejo o mal daqueles que tentam roubar Com falsas palavras a alegria dos inocentes Que ainda tentam sobreviver ao futuro. Não tento realizar grandes proezas espetaculares, Nem quero ser…

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Primavera na praça

Primavera na praça

Tais flores que vejo caindo Aos poucos inundam a praça Nem vento nem chuva nem sol Apenas pétalas deixadas ao léu Colorindo com sua beleza o dia Deixando um ar na natureza Em que a todo momento queiramos Viver sob esse lindo manto Cobrindo nossas cabeças Com tamanha pureza e singeleza. Autora: Marcela de Baumont Ficha técnica de Marcela de Baumont: Formada em 1976, pela UFRGS, na Faculdade de Comunicação Social, é bacharel em Jornalismo,…

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Noite na Praça

Noite na Praça

Os palestrantes se apresentam A platéia se levanta E o vendaval corre velozmente Trazendo folhas secas do outono A esfinge solitária adorna O canto esquerdo da praça O velho do violoncelo desafina Em suas notas pausadas e dolentes Os pássaros param de cantar Aninham-se entre as figueiras Enquanto o gélido ar se espalha Pouco a pouco chega a noite E no luar distante e tímido Valsam estrelinhas e nuvens azuis Como um risco em retrato…

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