A pequena Carolina

A pequena Carolina

  Menina sorridente: olhos arredondados, nariz afinado, boca pequena.   As mãos? Totalmente femininas, principalmente ao usar seu leque de penas de ganso.   Como tudo era jovial em Carolina!   E, quando necessário, sempre usava lenço de seda chinesa: tudo ornando com seu belo vestido de lese branco.     Autora: Marcela de Baumont   Ficha técnica de Marcela de Baumont: Formada em 1976, pela UFRGS, na Faculdade de Comunicação Social, é bacharel em…

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A breve história de Johnny Paulistano – Capítulo 2

A breve história de Johnny Paulistano – Capítulo 2

  Para Johnny, aquele semestre foi bem diferente dos outros anos que passou na outra escola, da cidade de São Paulo. Ele fez alguns amigos, começou a prestar mais atenção nas aulas e já não ficava mais sozinho no recreio. A alegria era tão grande que Johnny não via mais o tempo passar. Alguns meses se passaram e os pais de Johnny decidiram que era hora de voltar à cidade de São Paulo. Ao ouvir…

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Mar enfurecido

Mar enfurecido

  Eu não vi a tarde nos deixar … e a noite já chegou – fria, muito fria, sem luzeiros no céu. Apenas nuvens esparsas, altas, muito altas reveem um tempo atrás – quando as montanhas caíam desesperadas no mar enfurecido, pelo nevoeiro de inverno.   O Mar do Norte avançou pelos regaços da praia, que se alongava em quilômetros (não medidos em horas, mas andamos muito perto de pequenos vilarejos, sem destino) atordoados pela…

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A infância de Johnny Paulistano – Parte 2

A infância de Johnny Paulistano – Parte 2

  Como toda criança, Johnny queria mais sair correndo e aproveitar as férias em seu mundo secreto. Mas o que ele não sabia é que, naquele verão, as coisas iriam mudar. O irmão mais velho de Johnny, Tony, tinha vários amigos desde quando moravam em São Paulo. E, diferentemente de Johnny, por onde passava Tony fazia amigos. Os dois eram como óleo e água, não se misturavam e eram o oposto um do outro. Um…

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A breve história de Johnny Paulistano – Capítulo 1

A breve história de Johnny Paulistano – Capítulo 1

  A infância de Johnny Paulistano (Parte 1) Esta é uma história baseada em fatos reais.   Tudo começou na década de 1980, com um garoto chamado Johnny Paulistano. Um garoto muito sonhador e feliz. Johnny nasceu e foi criado num bairro da periferia da cidade de São Paulo e, apesar de ter nascido numa família pobre, Johnny sempre sonhou em vencer na vida. Desde pequeno, queria crescer e ter seu próprio negócio, ganhar muito…

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Estou de saída

Estou de saída

  Era muito polida para falar diretamente às pessoas. Mas sabia bem argumentar. Por sinal, ficava muitas horas pensando em qual seria a melhor forma de esclarecer ao ser vivente, ao seu lado, que não era a ocasião de se manifestar abertamente. Pois quem sabe quantos dissabores poderia não sofrer com seu silêncio.   Então, um belo dia, não mais podendo presenciar aquela situação, declarou:   – Hoje os limites esgotaram, portanto, não venha mais…

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Pensamentos de cada dia

Pensamentos de cada dia

  Deixa tua marca no tempo antes que o vento venha te encontrar.   As muitas pegadas na areia podem te afastar da praia.   Uma tempestade sempre dá sinal quando o vento norte chega ao lugar.   Também são tuas as amostras de vida que carregas em teu coração.   Participas ativamente do espetáculo do sol que toda tarde vem te convidar para assisti-lo.   Há mais de sonhos nas nuvens do que de…

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Um dia atribulado

Um dia atribulado

  Você sai de manhã, meio atrasado, e logo se depara com cenas com os problemas mais diversos possíveis: a lixeira quebrada, o farol desligado, um carro sobre a calçada impedindo sua passagem, o ônibus que passou no ponto e você não estava lá. Até que tudo isso passa, só que, mais adiante, você percebe que esqueceu o celular em casa, mais precisamente na pia do banheiro, que não levou seu agasalho e no céu…

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Fim da favela

Fim da favela

  A pobreza se confunde com a tristeza… o dia cinzento abrigou a fumaça e as pequenas casas da encosta se queimaram. Lentamente começou o fogo. Veio o vento de sobressalto e alvoroçou tudo. E minuto após minuto se consumiam as habitações.   Adultos e crianças fugiam ou tentavam salvar o que poderiam guardar de lembrança… poucos objetos retirados às pressas, incessantemente. A rua se tornou em lamento da dor. Não havia mais lugar para…

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