AMAR E VIVER

AMAR E VIVER

Lembrassem as lágrimas a trajetória da saudade, aqui estão meus pedidos, meus anseios.   Um doce e suave perfume que vem do meio das nuvens faz a viagem abstrata do viver.   A memória desfalece e me desencontro do meu eu.   Navego na inspiração sem fronteiras – espelhos despencam pela correnteza. E o amor por onde andará?   Ah, o amor não me foge, me acena autêntico, com entusiasmo.   A virada dos pensamentos…

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Amanhecer das Rosas

Amanhecer das Rosas

Botões se abrindo na delicadeza e magnitude dos minutos.   No vaso, gotas serenas deixadas pelo orvalho. A névoa da manhã é baixa, toca levemente a vegetação. Um silêncio nostálgico!   Em meio aos vibrantes raios de sol, que logo aquecem o chão, o cheiro inconfundível da hortelã.   Folhas aos pares, graciosas, se desprendem dos eucaliptos.   Milhares de formagas iniciam sua árdua jornada diária, na incessante marcha pelo proveito.   Pássaros também despertam…

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Algumas notas

Algumas notas

  As poças d’água são espelhos que se partiram em pedaços e refletem todo o esplendor do céu.   A chuva vem sozinha: a relva se delicia e canta ao vê-la chegar.   O céu não esconde seu espanto: a cada nuvem cinza nascida, ele abraça mais uma névoa.   O sol fechou um olho e abriu o outro. Está em eclipse!   As estrelas estremecem no vasto breu: elas todas conspiram a nosso favor!…

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A língua

A língua

  Difícil e penoso é atinar a brasa posta entre a língua e o mal. Que afina e definha, conta mentiras e seduz.   Qual nave desgovernada, se arremessa sobre os vis. Faz alarido, estardalhaço, causa pavor com seus ardis.   Língua ferina e armada, quem a dominará sobre o adverso sistema que a empurra a confundir?   Autora: Marcela de Baumont   Ficha técnica de Marcela de Baumont: Formada em 1976, pela UFRGS, na Faculdade…

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A NOITE

A NOITE

  Serena e silenciosa a noite se aproxima como uma deusa divinamente ornada – sobre a cabeça traz uma grinalda de estrelas e sob os pés carrega uma montanha de flores.   Ela traz uma paz indizível e permanente, espira em seus poros tantos belos romances, providencia a inebriante calmaria do momento e como uma dama abre seu caminho ao relento.   Seu frescor se pode reconhecer de longe, embevecida e plangente a cada instante….

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